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Ex-juiz brasileiro Moro não descarta candidatura presidencial

Ex-juiz brasileiro Moro não descarta candidatura presidencial

O candidato presidencial brasileiro Sergio Moro observa enquanto conversa com jornalistas após uma reunião em Brasília, Brasil 15 de março de 2022.REUTERS / Adriano Machado / Foto de arquivo

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SÃO PAULO, 1º Abr (Reuters) – O ex-juiz brasileiro Sérgio Moro não está descartando uma candidatura presidencial, disse ele nesta sexta-feira, um dia depois de dizer que não era mais candidato pelo partido Podemos e se juntou ao partido União de direita Brasil.

“Não desisti de nada, muito menos do meu sonho de mudar o Brasil”, disse em entrevista coletiva.

Moro disse que continuará trabalhando por uma alternativa política aos “extremos” oferecidos aos eleitores na eleição de outubro, que está se tornando uma disputa altamente polarizada entre o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro e o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva.

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Moro não deu detalhes de seus planos políticos, mas descartou a opção de concorrer à câmara baixa do Congresso.

Isso deixa em aberto a possibilidade de Moro ainda emergir como candidato presidencial pela União Brasil, que ainda não indicou alguém, e outros partidos de centro-direita que procuram um terceiro candidato entre Bolsonaro e o ex-presidente Lula.

Se isso não ocorrer, Moro poderá buscar uma vaga no Senado para a União Brasil, representando São Paulo, o estado mais rico do Brasil.

As declarações de Moro em entrevista coletiva irritaram alguns líderes da União Brasil que se opõem a ele ser seu candidato presidencial, e eles tentarão anular sua filiação ao partido, disse à Reuters um assessor de seu secretário-geral, o ex-prefeito da Bahia ACM Neto.

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Analistas políticos disseram que a retirada de Moro da corrida ajudaria Bolsonaro, já que os 8% dos eleitores que apoiam Moro nas primeiras pesquisas nunca votariam em Lula.

Moro fez seu nome liderando a enorme investigação de corrupção “Lava Jato” que prendeu alguns da elite política e empresarial do Brasil – incluindo Lula. consulte Mais informação

Ele então se juntou ao governo de Bolsonaro como ministro da Justiça, antes de se demitir após se desentender com o presidente, acusando-o de interferir na Polícia Federal para proteger seus filhos de investigações de corrupção.

Bolsonaro perdeu o apoio público por lidar com a pandemia de COVID-19 e a alta inflação e enfrenta uma dura luta pela reeleição. Lula teria 43% dos votos no primeiro turno, ante 26% de Bolsonaro se a eleição fosse hoje, informou o Datafolha na semana passada.

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Reportagem de Anthony Boadle e Peter Siqueira; reportagem adicional de Maria Carolina Marcello Edição de Alistair Bell e Leslie Adler

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