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Conselho Curador do Banco Central do Brasil defende políticas econômicas do governo

Conselho Curador do Banco Central do Brasil defende políticas econômicas do governo

BRASÍLIA, 4 de julho (Reuters) – Os banqueiros centrais do Brasil, Gabriel Gallipoli e Aildon de Aquino, defenderam as medidas e previsões do governo e seu impacto positivo sobre os preços de mercado durante uma audiência no Senado. .

Falando na Comissão dos Assuntos Económicos, Gallipolo – ex-Secretário Executivo do Ministério das Finanças – sublinhou que as medidas implementadas pela Comissão dos Assuntos Económicos criaram a possibilidade de desmonetização imediata.

“O mercado já está antecipando baixas taxas de juros e futuros cortes nas taxas”, disse ele.

Abordando a questão das reservas internacionais, cuja gestão ficará sob sua responsabilidade na nova função, Gallipoli destacou a vantagem do Brasil em relação aos vizinhos que enfrentam crises de pagamento.

O Brasil detém atualmente mais de US$ 340 bilhões em reservas estrangeiras, o que lhe confere uma “extrema” liberdade de política econômica que atua como um “amortecedor significativo contra choques externos”.

Sobre as perspectivas de uma moeda comum, que já havia recebido críticas do chefe do banco central, Gallipoli argumentou que a proposta não visaria substituir as moedas nacionais, mas sim estabelecer uma unidade de conta para facilitar as relações comerciais entre os países.

Aquino, funcionário do Banco Central indicado por Lula para o cargo de diretor de supervisão, destacou que as melhores projeções dos economistas privados para o crescimento econômico e a inflação demonstram a confiança das agências na gestão econômica do atual governo.

Após a votação na comissão, Gallipolo e Aquino devem buscar a aprovação do plenário do Senado.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, escolhido a dedo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, encerrará seu mandato em dezembro de 2024 por meio de uma lei de autonomia aprovada em 2021.

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Lula, que criticou o banco por manter os juros em uma taxa cíclica de 13,75% por muito tempo, acabará por substituir os nove membros que decidem a política monetária do banco.

Reportagem de Marcela Ayers; Edição por Mark Porter

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