Maio 24, 2024

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Lula do Brasil pediu laços econômicos mais fortes com o Japão

Lula do Brasil pediu laços econômicos mais fortes com o Japão

REUTERS/Luisa González
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, observa enquanto fala durante a cerimônia de abertura da Feira Internacional do Livro (FilBo) em 17 de abril de 2024 em Bogotá, Colômbia.

Brasília, 30 abr (GG Press) – O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, disse terça-feira que seu país planeja fortalecer os laços com o Japão nos setores econômicos, incluindo energia e meio ambiente, em direção à descarbonização.

Falando a repórteres japoneses no gabinete presidencial em Brasília, Lula expressou sua disposição de cooperar com o Japão na reforma do Conselho de Segurança da ONU.

O presidente deve se reunir com o primeiro-ministro japonês, Bumio Kishida, na sexta-feira, durante sua visita ao Brasil.

Lula destacou que o comércio anual do Brasil com o Japão caiu drasticamente de US$ 17 bilhões em 2011 para cerca de US$ 11 bilhões.

O presidente ressaltou que o Brasil tem o maior potencial que o Japão necessita, incluindo fontes de energia renováveis, como solar e eólica, e fontes de energia de próxima geração, como o hidrogênio, que são abundantes em seu país.

A administração Lula fez da protecção da floresta amazónica um objectivo importante e planeia acolher a conferência anual da ONU sobre o clima no próximo ano em Belém, perto da foz do rio Amazonas.

O presidente, cujo objetivo é acabar com o desmatamento até 2030, disse que quer construir uma parceria com o Japão no plano do Brasil de plantar árvores em 40 milhões de hectares de terras desmatadas, citando a promessa de Tóquio de participar do financiamento para proteger a floresta amazônica. floresta tropical

Quanto ao conflito na Ucrânia, Lula disse que o seu país se recusou a vender armas diretamente à Ucrânia devido à sua oposição à guerra. Reiterou o seu desejo de fazer a paz entre Moscovo e Kiev.

O Brasil, presidente deste ano do Grupo das 20 maiores economias, é a ONU. As reformas de organismos internacionais, como o Conselho de Segurança, ocuparam um lugar de destaque na agenda.

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O Presidente disse que o conflito na Ucrânia provou que as Nações Unidas estão indefesas e que tal conflito pode ser evitado se mais países estiverem representados no Conselho de Segurança.

Ele disse que o Brasil aprofundará a cooperação com países como o Japão, que pretendem se tornar membros permanentes do conselho.