Maio 24, 2024

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Como o Brasil planeja reconquistar mais investidores em sua licitação rodoviária

Como o Brasil planeja reconquistar mais investidores em sua licitação rodoviária

O Brasil intensificou esforços para atrair mais concorrência nos leilões de concessões rodoviárias nos próximos anos.

O governo central planeia leiloar 13 contratos de concessão rodoviária este ano, dos quais espera compromissos de investimento de 122 mil milhões de reais (24,6 mil milhões de dólares). Espera-se um total de 35 acordos desse tipo durante o mandato 2023-2026 do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No ano passado, duas rodovias paranaenses tiveram lances baixos, enquanto outro leilão de rodovias, realizado em novembro, foi suspenso devido aos juros baixos.

O Ministério dos Transportes planeia reunir-se com investidores internacionais para apresentar o atual portfólio de projetos rodoviários, ao mesmo tempo que desenvolve modelos de contrato que reduzem o risco dos investidores. Autoridades governamentais estarão em Espanha de 11 a 15 de março, enquanto também está previsto um roadshow com investidores em França e nos Estados Unidos, mas ainda não foram confirmadas datas, disse Jorge Santoro, secretário executivo do ministério dos transportes.

“Vamos mostrar nessas reuniões que estamos desenvolvendo mecanismos para dar mais proteção aos investidores, como instrumentos de hedge cambial em contratos com garantia do Tesouro Nacional”, disse o responsável ao BNamericas.

“Com o hedge, estimamos uma queda de até 30% no WACC dos projetos”, ou custo médio ponderado de capital, disse Santoro, tomando medidas para reduzir a necessidade de contratos futuros e riscos geográficos.

Uma dessas medidas exige que o governo assuma certos riscos em projetos que vão para áreas montanhosas expostas a fortes chuvas ou que exijam o direito de realizar obras de alargamento.

Um exemplo é a oferta da BR-381, um contrato de facto de 10 mil milhões para uma autoestrada de 304 km que liga Belo Horizonte a Governador Valadares, que envolveu custos elevados e mecânica complexa e foi cancelado em novembro devido à baixa afluência.

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“Encontramos uma série de problemas na modelagem do contrato de concessão da BR-381 no estado de Minas Gerais e, com isso, o próprio governo aceitou parte do contrato porque o projeto tem riscos específicos de engenharia”, disse Santoro (foto ).

“Além disso, é responsabilidade do governo central despejar famílias de áreas onde a rodovia está sendo alargada. É mais difícil para uma empresa privada fazer o despejo do que para o governo fazer o despejo, e é por isso que vamos empreender esta ação. trabalhar.”

O contrato exigirá que a concessionária implemente medidas de segurança no trânsito e amplie a capacidade de tráfego na BR-381, conhecida como “Rodovia da Morte” pelo elevado número de acidentes. E para reduzir os riscos, o governo vai operar uma rodovia de 31,4 km de Belo Horizonte, capital do estado, até Kede, na região metropolitana. O edital do contrato de concessão deverá ser lançado em abril.

O governo também atualizará os contratos para ter em conta eventos climáticos extremos, como ventos fortes e chuvas fortes, que podem causar deslizamentos de terra em áreas montanhosas.

“Os novos modelos de contratos de concessão de rodovias determinam que 1% da receita do projeto seja utilizado em medidas que garantam a resiliência das rodovias e em atividades ambientais que incluam o reflorestamento de áreas. Este também será um projeto ambiental fundamental no segmento de rodovias, já que o 1% da receita de um projeto neste setor é alto, disse Santoro.