Maio 24, 2024

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Brasileira Vibra Energia acompanha crescimento nas exportações de lubrificantes

Brasileira Vibra Energia acompanha crescimento nas exportações de lubrificantes

A brasileira Vibra Energia está expandindo e modernizando sua capacidade de produção de lubrificantes, visando um potencial aumento nas exportações para países da América do Sul, disse seu vice-presidente de logística e operações, Marcelo Bragança (foto), ao BNamericas.

Hoje, a Vibra (antiga BR Distribuidora) vende lubrificantes principalmente para Paraguai, Argentina, Uruguai, Colômbia e Chile.

No mercado de combustíveis, o grupo vende atualmente diesel e gasolina importados principalmente nos países do Cone Sul, após garantir o fornecimento no Brasil.

“Quando trazemos o produto e temos a oportunidade de vender para países vizinhos, vendo volumes adicionais por meio de remessa através da Vibra Trading, com sede na Holanda”, disse Bragana.

O Brasil depende, até certo ponto, das importações de gasolina e especialmente de gasóleo para satisfazer a procura interna, e a recente decisão da Rússia de congelar as exportações de gasóleo poderá pressionar os preços no país e aumentar os riscos de abastecimento de combustível.

No entanto, o presidente da Vibra Energia, Ernesto Pusada, acredita que não há perigo de escassez de diesel no mercado interno.

“Temos um bom estoque. Já planejamos até o final deste ano e vamos importar independentemente do preço”, disse ele em entrevista coletiva nesta quarta-feira.

Pousada destacou que a Vibra, principal varejista de combustíveis do Brasil, ainda não importou diesel russo por questões ESG.

“Mas, a partir de agora, podemos importar diesel russo se isso colocar em risco a empresa e o fornecimento no Brasil”, disse.

Biocombustíveis

Além dos combustíveis fósseis, a Vibra Energia também investe em biocombustíveis.

A empresa é sócia da KoperSugar nos negócios de etanol e biogás por meio da Evolua Etanol e da ZEG Biogás, respectivamente.

Quanto ao mercado de etanol, a Vibra vê potencial de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do Brasil com combustível produzido principalmente a partir do milho.

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“O cultivo de cana-de-açúcar é muito elevado no Sudeste. O etanol de milho não será uma revolução, mas uma evolução, principalmente na região do MaToPiBa”, disse Pousada aos jornalistas.

MaToPiBa é uma área composta principalmente Cerato (Cernado Brasileiro) Áreas dos estados do Maranhão, Dogantes, Piave e Bahia também apresentam forte crescimento do agronegócio.

Em conjunto com a ZEG Biogás, a Vibra já opera uma planta de biogás em Jambeiro, no estado de São Paulo, com capacidade de produção de 30 mil m3/d a partir de aterro.

Uma segunda unidade está em construção em Minas Gerais e utilizará vinhaça de cana como matéria-prima.

A ZEG assinou recentemente um memorando de entendimento com o porto do Açu, no estado do Rio de Janeiro, para desenvolver uma planta de biometano com capacidade inicial de 5Mm3/ano (milhões de metros cúbicos por ano).

“Vemos um potencial de 2 milhões de m3/d de biometano até 2027, em substituição ao gás natural, inicialmente mais para a indústria, mas com possibilidade de migração para outros segmentos como o automotivo”, disse Pousada.

A Vibra está se preparando para garantir participação nos mercados de diesel renovável (HVO) e combustível de aviação sustentável (SAF).

No ano passado, a empresa firmou parceria com a Brasil BioFuels (BBF) para a comercialização de 500 mil m3/ano de HVO e SAF a partir de 2026.

Isso equivale a 2% da demanda brasileira de querosene e diesel de aviação e 24% do consumo da região Norte, onde a planta da BBF está sendo construída.

Mas Pousada disse que levará de 10 a 15 anos para que estas novas tecnologias substituam significativamente os combustíveis fósseis.

“Haverá uma ligeira aceleração na substituição do querosene de aviação pelo SAF na próxima década. Mesmo em países com alta renda per capita, esse percentual não passa de 2% hoje”, afirmou.

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Mobilidade renovável e elétrica

Enquanto isso, a Vibra está expandindo as operações em geração de energia solar e eólica e mobilidade elétrica por meio da Comerc e Easy Volt (EZVolt), respectivamente.

A Comerc atua em geração renovável centralizada e distribuída, comercialização de energia, eficiência energética, medição de consumo e gestão de consumidores no mercado livre.

Pousada disse que a Vibra está finalizando novos contratos com clientes que poderão migrar do mercado regulado para o mercado livre até janeiro de 2024.

Atualmente, apenas as unidades com consumo superior a 500kW têm liberdade para negociar a sua energia elétrica. Com as novas regras do Ministério de Minas e Energia, cerca de 72 mil novas unidades consumidoras classificadas como alta tensão têm potencial para entrar no mercado livre, segundo a câmara de comercialização de energia elétrica CCEE.

São negócios como fábricas, escritórios, lojas e padarias.

Enquanto isso, a EZVolt trabalha em um projeto para instalar corredores de recarga de veículos elétricos no sul e sudeste do Brasil.

A empresa tem atualmente parcerias com a Jaguar Land Rover e a Volvo no negócio de mobilidade elétrica.