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Indústria brasileira de cafés especiais está de olho no mercado chinês

Indústria brasileira de cafés especiais está de olho no mercado chinês

Fornecedores se preparam para o Rio Coffee Nation do Brasil em 13 de abril de 2023. [Photo/VCG]

SÃO PAULO – Especialistas do setor cafeeiro se mostraram otimistas com o potencial do mercado chinês de cafés especiais no Festival do Café de São Paulo, realizado em São Paulo de 23 a 25 de junho.

O festival de três dias atraiu amantes do café e empresas do Brasil e do exterior, trazendo aos consumidores uma riqueza de experiências relacionadas ao café, incluindo música, arte e gastronomia.

Observando que “os cafés especiais são voltados para as pessoas”, Caio Fontes, diretor do São Paulo Coffee Festival, disse à Xinhua que o café está na cultura do Brasil e “tem uma conexão muito emocional e social no Brasil”.

Como o Brasil é o maior exportador de café do mundo e um dos melhores produtores de café, o evento visa levar informações e conhecimentos sobre cafés especiais a mais pessoas, acrescentou Fontes.

Helcio Jr., co-fundador da fabricante brasileira de cafés especiais Unique Cafes, que foi fundada há 15 anos e já entrou no mercado chinês com crescimento contínuo das exportações, disse que a cooperação entre a China e o Brasil é “fundamental”.

Junior disse que a Unique Cafes participa de feiras e exposições na China todos os anos para entender melhor o mercado. “Para um mercado enorme como a China, temos cafés básicos, bem como cafés finos e especiais.”

A Santa Mônica é uma produtora de café do sul de Minas Gerais com histórico de cooperação com a China. Marcelo Moscobian, CEO da Santa Monica, disse à Xinhua que a China é “um grande mercado” e que a cooperação empresarial será “muito grande no futuro”.

“Começamos a exportar cafés em 2018 e o mercado chinês sempre foi um mercado para o qual queremos exportar devido ao seu tamanho e por ser um mercado novo para o café”, disse.

A Santa Mônica enviou uma equipe de negócios à China em 2019 e assinou um memorando de entendimento com um parceiro chinês para abrir uma torrefação na China para realizar todo o processo produtivo.

“Sabemos que a China é um país com um potencial enorme. É o maior mercado consumidor do mundo, mas ainda não é o maior consumidor de café, mas com certeza será”, disse Moscobian.

“A China é uma grande oportunidade para o café no cenário mundial”, disse Jeffrey Young, outro membro da indústria que acredita que o futuro do mercado de cafés especiais da China é muito promissor.

Young, fundador e CEO do Allegra Group, com sede em Londres, e proprietário da marca do São Paulo Coffee Festival, elogiou o excelente crescimento da indústria de cafés especiais da China nos últimos cinco anos em termos de cultura barista, capacidade de preparo de café com leite e equipamentos automatizados. .

A empresa planeja lançar um festival de café em Pequim ou Xangai, que segundo ele seria “o maior do mundo”, acrescentando que um festival de café em Pequim ou Xangai seria “uma verdadeira virada de jogo no mundo” e que o Allegra Group “quer. estar envolvido.”

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