Maio 20, 2024

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Quase 3.000 incêndios na Amazônia brasileira em fevereiro, novo recorde

Quase 3.000 incêndios na Amazônia brasileira em fevereiro, novo recorde

Quase 3.000 incêndios florestais foram registrados na Amazônia brasileira este mês, o maior número desde fevereiro desde que os registros começaram em 1999, e especialistas dizem que são alimentados pelas mudanças climáticas.

A agência brasileira de pesquisa espacial INPE disse na quarta-feira que seus satélites detectaram 2.940 incêndios até agora neste mês, 67 por cento a mais que o recorde anterior de 1.761 registrado em fevereiro de 2007 e mais de quatro vezes o mesmo mês do ano passado.

“O fator climático certamente desempenha um papel fundamental nesta anomalia”, disse à AFP Ane Alencar, diretora científica do instituto de pesquisa IPAM Amazônia.

A parte norte da floresta tropical foi duramente atingida, especialmente o estado de Roraima, onde fica a Reserva Nativa Yanomami.

“Vimos a Terra quebrar… recordes de temperatura. Cada ano é mais quente e isso se combina com eventos climáticos como secas”, disse Alencar.

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A seca devastou a Amazônia brasileira entre junho e novembro do ano passado, alimentando incêndios massivos, reduzindo ou destruindo grandes reservas de água, causando estragos na vida selvagem e afetando milhões de pessoas.

Um estudo da Organização Mundial do Clima (WWA) no mês passado disse que as mudanças climáticas foram a principal causa da “seca excepcional” na maior floresta tropical do mundo.

A WWA é um projeto científico que procura quantificar como as alterações climáticas afetam a gravidade e a probabilidade de um determinado evento climático extremo.

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Esse “estresse” ambiental cria “todas as condições necessárias para que cada incêndio se torne um grande incêndio”, disse Alencar, acrescentando que alguns dos incêndios podem ser o resultado do desmatamento para a agricultura.

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Números divulgados no mês passado mostraram que o desmatamento na Amazônia brasileira caiu pela metade no ano passado, quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fortaleceu o policiamento ambiental.

O monitoramento por satélite encontrou 5.152 quilômetros quadrados (quase 2.000 milhas quadradas) de floresta desmatada no ano passado na área de florestas tropicais do Brasil, que será reduzida em 50 por cento até 2022.

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Isso ainda representa uma perda de 29 vezes o tamanho de Washington DC na participação do Brasil na maior floresta tropical do mundo, cujas árvores absorventes de carbono desempenham um papel fundamental na moderação das alterações climáticas.

Depois de derrotar o atual presidente da extrema direita, Jair Bolsonaro, numa eleição divisiva em 2022, o veterano esquerdista Lula regressou ao cargo em 1 de janeiro de 2023, prometendo “devolver o Brasil” como parceiro na luta contra as alterações climáticas.

Ele também prometeu acabar com o desmatamento ilegal no Brasil até 2030.

Bolsonaro (2019-2022), um aliado do agronegócio, atraiu críticas internacionais por presidir um aumento de 75% no desmatamento médio anual na Amazônia brasileira em comparação com a década anterior.

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