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Economistas brasileiros cortam expectativas de inflação de longo prazo inalteradas há meses

Economistas brasileiros cortam expectativas de inflação de longo prazo inalteradas há meses

BRASÍLIA/SÃO PAULO, 12 Jun (Reuters) – Economistas brasileiros cortaram suas expectativas de inflação de longo prazo, encerrando meses de projeções inalteradas que o banco central citou como preocupantes.

As projeções de inflação para 2025 agora estão em 3,9%, abaixo da estimativa anterior de 4,0% calculada em 24 de março, de acordo com a estimativa mediana da pesquisa semanal do banco central na segunda-feira. A expectativa para 2026 caiu para 3,88% de 4,0 anteriormente. % Previsão a partir de 17 de março.

Ao justificar a necessidade de manter os juros estáveis ​​na máxima cíclica de 13,75% após o arrefecimento da inflação desde setembro, o banco central continuou a expressar preocupação com as expectativas de inflação em horizontes mais longos.

Essa postura política tem enfrentado críticas frequentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a vê como um obstáculo ao crescimento econômico.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, insistiu na semana passada que as expectativas de inflação de longo prazo já começam a cair, apontando para um ambiente econômico mais claro.

A pesquisa semanal mostrou projeções de inflação mais baixas para 2023 (5,42% de 5,69%), já que os preços ao consumidor caíram mais do que o esperado em maio.

No entanto, a leitura atual está bem acima da meta de inflação de 3,25% para este ano.

As expectativas de inflação para 2024 também caíram para 4,04%, ante 4,12% na semana anterior, ainda acima da meta de 3,0%, meta oficial para 2025.

“Uma melhora nas perspectivas de inflação para 2023 deve moderar as forças ociosas para 2024”, escreveu Alberto Ramos, economista do Goldman Sachs, em nota aos clientes. “Além disso, as expectativas revisadas de inflação para 2024 e o horizonte de longo prazo de 2025-26 devem ser reconhecidas e bem-vindas pelo banco central”.

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Ramos estimou que esse cenário levaria o banco central a começar a cortar as taxas em agosto. A próxima decisão de política fiscal está marcada para 21 de junho.

Reportagem de Marcela Ayres e Camila Moreira; Edição por Steven Gratton

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