Maio 24, 2022

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Vatsila aposta no setor de energia do Brasil

O finlandês Wärtsilä está animado com as novas oportunidades de negócios no setor de energia brasileiro.

No segmento de energia elétrica, as principais expectativas de crescimento da empresa estão vinculadas ao aumento da demanda por sistemas termelétricos de produção.

Enquanto isso, a expansão da exploração e produção de frutos do mar e gás exigirá motores que farão parte do portfólio da Vatsila.

Nesta entrevista, o gerente local Jorge Alkyd fala à BNamericas sobre as operações e planos da empresa no Brasil.

BNamericas: A Vatsila espera fechar novos contratos relativos à produção termelétrica tendo em vista o leilão de isolamento programado para o dia 21 de dezembro?

Alkyd: Muitos clientes estão trabalhando em seus planos para participar do leilão. Esperamos que alguns deles tenham sucesso. Será a primeira licitação de capacidade do Brasil, uma garantia de que o sistema continuará operando em caso de emergência. Os candidatos receberão plantas permanentes e funcionais, se necessário.

BNamericas: As usinas flexíveis no modelo Fast Track serão solicitadas no leilão de dezembro ou em leilões futuros? Isso é uma tendência?

Alkyd: O leilão de capacidade de 21 de dezembro está previsto para entrar em vigor em 2026/2027, não exigindo implantação rápida. Entendemos que este tipo de triagem não será tendência em leilões futuros.

BNamericas: Quanto a empresa espera crescer nos próximos anos com base na capacidade instalada no país?

Alkyd: Não temos um número específico, mas esperamos um forte crescimento nos leilões futuros devido à demanda por termelétricas.

BNamericas: Quais são suas expectativas para o mercado de manutenção?

Alkyd: Temos diversos contratos de operação e manutenção com nossos equipamentos no Brasil. Nossa estratégia é expandir o portfólio de nossas soluções, incluindo o gerenciamento remoto de nossas instalações, com o objetivo de melhorar a performance de nossos clientes. Nosso E.P.C. [engineering, procurement and construction] As propostas serão sempre acompanhadas de planos operacionais e de manutenção de longo prazo. Chamamos isso de “ciclo de vida”: ao longo da vida da planta, queremos ser.

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BNamericas: É provável que a demanda por conversão de usinas de óleo em gás no Brasil aumente? Em caso afirmativo, por que isso está acontecendo?

Alkyd: O aumento da demanda por essas mudanças é uma tendência no Brasil, uma vez que as usinas a óleo terão seus contratos de fornecimento de energia vencidos nos próximos anos, e as unidades a gás natural poderão participar de futuros leilões. .

BNamericas: E as usinas de biogás? Eles também representam uma oportunidade para Wortzila?

Alkyd: O combustível líquido está perdendo espaço no mundo e no Brasil não é diferente. Quando olhamos para a matriz energética, ela é renovável e as térmicas aqui desempenham um papel complementar. Portanto, ao olharmos para o futuro, esse papel complementar na transferência de energia está sendo gaseado. Hoje tenho conversões acontecendo no Brasil e na Argentina, por exemplo. Desta forma, a vida útil do projeto é mantida por um período mais longo de tempo, com um combustível mais amigável. Em termos de biogás, Wardzila é o mercado para usinas de médio porte. As usinas de biogás geralmente são unidades pequenas, então esse não é o mercado que exploramos muito.

BNamericas: Você tem como alvo negócios na indústria de energia renovável?

Alkyd: Temos um acordo de desenvolvimento de mercado com a Flender, Alemanha, por meio do qual a representamos no Brasil no fornecimento de peças e serviços para usinas eólicas. Mas a parte mais importante de nossa estratégia é que podemos apoiar a entrada e o desenvolvimento de energia renovável para que possamos atuar como um backup. [thermal] Plantas que estão em um estado quente, com necessidades que não são temporariamente atendidas por fontes renováveis. Essa combinação ajudará no desenvolvimento de produtos renováveis.

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BNamericas: Qual a importância da indústria de petróleo Wärtsilä no Brasil?

Alkyd: Este é um campo muito importante para nós. [National oil company] O novo projeto da Petroprose se concentra em pesquisa e produção; Projetos offshore requerem motores, que são importantes para compressores. Nosso foco é acompanhar todas as movimentações e participar de licitações e eventos.

BNamericas: O que aconteceu com a planta de propulsão naval instalada pela Wärtsilä no porto de Asu no estado do Rio de Janeiro?

Alkyd: A planta do Açu não era economicamente viável devido ao relaxamento das regras de conteúdo local, por isso decidimos desativar tudo e encerrar as operações há dois anos.

BNamericas: A Wärtsilä planeja novos investimentos e contratações no Brasil?

Alkyd: Nunca paramos de contratar, nunca mandamos ninguém por causa da epidemia. A única mudança que fizemos foi a implantação do sistema híbrido em um dos três sites do nosso escritório, com metade do atendimento. E a adesão é tão alta que cerca de 70% de nossa equipe trabalha presencialmente uma ou duas vezes por semana.

O dinheiro vai para onde há oportunidades e hoje existem enormes oportunidades nos Estados Unidos, nos Estados Unidos e no México.

Temos planos de investimento e recrutamento para o Brasil, um país que está sempre no radar. A geração de energia aqui é 3GW e a capacidade marítima instalada é de 1,5 GW.