Novembro 27, 2021

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No Brasil a linha idiota torna-se política

Vanessa Moraes mora em uma favela do Rio de Janeiro, trabalha muito para sustentar os dois filhos e não se interessa pela previdência.

Portanto, comprar absorventes internos e externos a cada mês não é uma prioridade.

Como milhões de mulheres em todo o Brasil, Moraes está fazendo o seu melhor quando se trata da menopausa – uma questão política de longa data que mudou no mês passado quando o presidente Jair Bolsonaro vetou a legislação para fornecer produtos menstruais gratuitos para os pobres.

Moraes, um filho de 11 e 12 anos, disse: “As almofadas são caras, então usamos toalha, fronha, fralda e similares.

Seu pai, Hugo, tem paralisia cerebral e precisa usar fraldas.

“Sempre que uma das fraldas do meu filho quebra, penso: ‘Ah, vou usá-la como absorvente'”, disse Moraes à AFP.

O alto, de 39 anos, revela sua técnica, rasgando os elásticos de cada lado de uma fralda, abrindo o meio absorvente e acrescentando retalhos para torná-la mais eficaz.

Moraes mora no complexo “Favela”, complexo da zona norte do Rio.

A maior parte da renda que recebe de empregos como empregada doméstica e motorista de ônibus escolar vai para a manutenção de Hugo.

Ele diz que a família raramente consegue se vingar dos 1.100 arroz (US $ 200) que ele recebe todos os meses como ajuda do governo.

No Brasil, o preço de um pacote de absorventes internos ou morcegos varia de três a dez arroz – um valor que Moraes não pode pagar.

No Brasil, com uma população de 213 milhões, estima-se que 60 milhões de mulheres e meninas menstruam a cada mês.

Estima-se que 28% das mulheres pobres não têm condições de pagar os cuidados básicos de saúde por causa do que é chamado de “pobreza menstrual”.

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Forçados pela necessidade, encontraram inúmeras soluções para enfrentar o seu tempo: migalhas de pão, algodão, papel ou “paninho”, pano que pode ser lavado e reaproveitado.

Mas um relatório recente da Fundação das Nações Unidas para Meninas diz que uma em cada quatro meninas faltam à escola todos os meses devido à falta de suprimentos menstruais.

– ‘Questões de Saúde Pública’ –

Moraes, uma instituição de caridade local para os pobres e suas famílias, recebe ajuda mútua.

A organização fornece equipamentos como cadeiras de rodas, alimentos e itens básicos – incluindo produtos menstruais.

Carla Cristina de Almeida, de 15 anos, outra beneficiária, divide seu pacote mensal com a irmã – quando pode.

“Às vezes temos uma matilha, às vezes não temos nada. Quando não temos nada, eu nem saio de casa. Então, sinto falta da escola”, diz ele.

As mulheres faziam fila uma a uma nos manuais mais recentes de distribuição menstrual.

Uma delas, Miriam Firmino, 51, lembrou-se da maioridade usando um “paninho” – queria salvar as três filhas.

“Para comprar absorventes internos, temos que encontrá-los à venda. Quando não podemos, obtemos o máximo que podemos”, diz ele.

O problema foi agravado pela epidemia do vírus corona e sua desaceleração econômica atingiu duramente entre os pobres.

“Dizem que devido à epidemia e à crise econômica, muitas mães voltaram a usar ‘paninhos’, papel, algodão ou outros materiais durante a menstruação”, disse a presidente Theresa Stengel.

“Eles sempre reclamam de lesões e infecções. A pobreza menstrual é um problema de saúde pública.”

– Bolzano Vitto –

Quando Paulsonaro sancionou a lei que promovia a “saúde menstrual”, o assunto se tornou o assunto do país em outubro, mas ele usou seu veto fiscal para bloquear a promessa de distribuição gratuita de menstruação para mais de cinco milhões de mulheres de baixa renda e garotas. Ele argumentou que não havia financiamento para isso.

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A medida provocou duras críticas ao presidente de extrema direita, que costuma ser acusado de misoginia e políticas anti-mulheres.

Em resposta, a Prefeitura do Rio e vários governos estaduais e locais começaram a oferecer absorventes internos gratuitos em escolas públicas.

“Minha escola fez mais pelo Brasil do que o Bolsanaro. Eles deram a cada menina três pacotes de absorventes internos”, brincou um usuário do Twitter.

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