Outubro 17, 2021

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Mulher brasileira de 8 anos como a astrônoma mais jovem do mundo

Enquanto Nicole Oliveira estava aprendendo a andar, ela ergueu as mãos para alcançar as estrelas no céu.

Hoje, com apenas oito anos, a brasileira é conhecida como a astrônoma mais jovem do mundo, procurando por asteroides em um programa relacionado à NASA, participando de seminários internacionais e se reunindo com as melhores localizações e figuras científicas de seu país.

No quarto de Oliveira, repleto de cartazes do sistema solar, foguetes em miniatura e bonecos de Star Wars, Nicolinha fazia o trabalho de ler imagens do céu em duas grandes telas de seu computador.

O projeto, denominado Asteroid Hunters, visa introduzir a ciência, dando aos jovens a oportunidade de fazer suas próprias descobertas espaciais.

É operado pela International Astronomical Search Cooperation, um programa de ciência cidadã afiliado à NASA em colaboração com o Ministério da Ciência do Brasil.

Nicol லின் nha, que brilhava de orgulho, disse à AFP que já havia descoberto 18 asteróides.

“Eu daria a eles nomes como cientistas brasileiros ou membros da minha família, minha mãe ou meu pai”, disse a mulher animada com cabelos castanhos escuros e voz aguda.

Se suas descobertas forem certificadas, pode levar anos e Oliveira se tornará a pessoa mais jovem do mundo a quebrar oficialmente o recorde do italiano Luigi Sunino, de 18 anos, e a descobrir oficialmente um asteróide.

“Ela realmente tem um olho. Ela detecta imediatamente pontos em imagens que parecem asteróides e sempre instrui seus colegas quando eles têm certeza de que não os descobriram”, disse ela, agradecendo a Heliomargio Rodriguez Morero, professor de astronomia da Olivera em um estabelecimento privado escola da cidade nordestina de Fortaleza, diz ela.

“O mais importante é que ela compartilhe seu conhecimento com outras crianças. Ela contribuiu para a difusão da ciência”, acrescentou Rodriguez Morera.

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– ‘Interesse em astronomia’ –
Depois de receber uma bolsa para estudar na prestigiosa escola de Nicolinha, a família de Nicolinha se mudou para Fortaleza no início deste ano de sua cidade natal, Macio, a cerca de 1.000 quilômetros de distância. Seu pai, um cientista da computação, foi autorizado a manter seu trabalho e entrega.

“Quando ela tinha dois anos, ela levantava as mãos para o céu e me perguntava:‘ Mãe, me dê uma estrela ’, disse sua mãe, Jilma Janaka, 43, que trabalha com artesanato.

“Quando ela nos pediu um telescópio de presente de aniversário, quando tinha quatro anos, percebemos que esse interesse pela astronomia era intenso. Eu nem sei o que é um telescópio”, acrescentou Janaka.

Nicolinha estava tão decidida a conseguir um telescópio que disse aos pais que o trocaria nas comemorações de seu futuro aniversário. Mesmo assim, tal presente era muito caro para a família, e a mulher o recebeu quando ela tinha 7 anos, e todas as suas amigas levantaram dinheiro para comprá-lo, disse sua mãe.

À medida que prosseguia os estudos, Nikolinha matriculou-se em um curso de astronomia, que teve que diminuir o limite de idade para alunos a partir de 12 anos.

Em seu canal no YouTube, Nicol லின் nha entrevistou pessoas influentes, como a astrônoma brasileira Tuilia de Mello, que participou da descoberta da supernova SN 1997D.

No ano passado, Olivera viajou a Brasília para se encontrar com o ministro da Ciência e o astronauta Marcos Pontes.

Em termos de suas próprias ambições, Nicolinha quer se tornar um engenheiro aeroespacial.

“Quero construir foguetes. Quero ir ao Kennedy Space Center na NASA, na Flórida, para ver seus foguetes”, disse ele.

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“Quero que todas as crianças do Brasil tenham acesso à ciência”, diz ele.

(AFP)