Julho 4, 2022

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Lula critica decretos de Bolsonaro sobre indígenas

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva diz que, se vencer as eleições presidenciais de outubro, revogará as decisões do atual presidente Jair Bolsonaro que afetam os povos indígenas, incluindo a promoção da mineração em suas terras

SÃO PAULO – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o favorito até agora para as eleições presidenciais de outubro, disse nesta terça-feira que revogará as decisões do atual presidente Jair Bolsonaro que afetam os povos indígenas, incluindo aqueles que promovem a mineração em suas terras.

O líder de esquerda também se comprometeu a nomear um indígena como ministro de Assuntos Indígenas caso conseguisse reconquistar o cargo que ocupou em 2003-2010.

Da Silva disse a cerca de 7.000 membros de grupos indígenas reunidos na capital Brasília que todo decreto de Bolsonaro “que cria problemas terá que ser revogado imediatamente”.

“Não podemos permitir que as conquistas advindas de sua luta sejam retiradas por decretos para dar direitos àqueles que acham que nossas florestas e fauna devem acabar”, disse Silva. “Quero dizer a você que, se voltarmos ao governo, ninguém neste país fará nada em terras indígenas sem o seu consentimento, decisão ou acordo.”

Bolsonaro argumenta que a atividade econômica não deve ser prejudicada por questões ambientais ou de direitos humanos e insiste que os próprios indígenas se beneficiariam com a abertura de suas áreas para a mineração. As reservas indígenas costumam ser as terras mais protegidas da Amazônia, mas os mineradores estão cada vez mais atacando-as.

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A reunião do lado de fora do prédio do congresso do Brasil atraiu milhares de pessoas de 200 grupos indígenas no Brasil. Eles acamparam na região na semana passada para pressionar os legisladores em um momento em que a mineração ilegal e o desmatamento estão aumentando no país sul-americano.

Joenia Wapichana, o único membro indígena do Congresso, disse que os indígenas precisam ser protegidos após as medidas de Bolsonaro nos últimos anos, incluindo turnos na FUNAI, a agência governamental para assuntos indígenas.

“Nossos direitos estão sendo pisoteados”, disse Wapichana.

A candidatura presidencial de Lula deve começar oficialmente em 7 de maio, quando os líderes de seu Partido dos Trabalhadores devem aprovar sua candidatura.