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Inflação no Brasil atinge menor nível em dois anos em meio a pedidos de corte de juros

Inflação no Brasil atinge menor nível em dois anos em meio a pedidos de corte de juros

SÃO PAULO, 7 Jun (Reuters) – Os preços ao consumidor no Brasil caíram mais do que o esperado em maio, mostraram dados do governo nesta quarta-feira. Tempo do final de 2020.

Os números se somam aos apelos do governo e de empresários para que o banco central reduza as taxas de juros da atual alta de seis anos de 13,75%.

A inflação anual na maior economia da América Latina atingiu 3,94% em maio, disse a agência de estatísticas IBGE, abaixo da previsão média de 4,04% em uma pesquisa da Reuters com economistas, o nível mais baixo desde outubro de 2020.

Os mercados responderam bem, com o índice referencial de ações Bovespa (.BVSP) subindo 1% para negociar acima de 115.000 pontos pela primeira vez desde novembro de 2022, enquanto os futuros de taxas de juros caíram acentuadamente. O real valorizou 0,1% em relação ao dólar.

O ministro do Planejamento do Brasil disse em comunicado que os números abaixo do esperado mostram que o processo de inflação do país está em andamento, mesmo com efeitos de base desfavoráveis ​​esperados para desencadear a inflação a partir de julho.

Em nota aos clientes, o economista da Pantheon Macroeconomics, Andres Abadia, disse: “Os principais indicadores apontam para uma perspectiva benigna no próximo período, abrindo as portas para cortes nas taxas no terceiro trimestre”, à medida que a inflação diminui em geral.

O Banco Central do Brasil manteve sua taxa de referência em 13,75% desde setembro para conter a inflação, atraindo críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ele vê como um obstáculo ao crescimento econômico.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que ainda há um “problema” com as projeções de inflação de longo prazo, não esperando que os preços atinjam sua meta depois de 2024, apesar de a pesquisa do banco central começar a diminuir em breve.

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Atualmente, o banco central tem como meta a inflação em 3,25% para 2023 e 3% para 2024 e 2025, com tolerância de 1,5 ponto percentual para ambos os lados.

“A queda da inflação no mês passado fortaleceu a defesa de cortes nas taxas de juros com forte apoio à nova estrutura fiscal do governo”, disse Kimberly Sperfector da Capital Economics.

“Mas não achamos que a desmonetização seja iminente”, acrescentou, prevendo que o corte de juros começará apenas em novembro, já que a inflação está em trajetória ascendente no segundo semestre do ano.

Segundo o IBGE, os preços ao consumidor, medidos pelo IPCA, subiram 0,23% em maio, mínima de oito meses em relação ao mês anterior, e abaixo das projeções de mercado de 0,33%.

O aumento mensal foi impulsionado pelos custos de alimentação e moradia, parcialmente compensados ​​por uma queda nos preços de transporte, disse a agência de estatísticas.

Reportagem de Gabriel Araujo; Edição de Isabel Woodford, Angus MacSwan e Bernadette Baum

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Gabriel Araújo

Thomson Reuters

Gabriel é um repórter baseado em São Paulo, Brasil, que cobre as finanças da América Latina e as principais notícias da maior economia da região. Formado pela Universidade de São Paulo, ele ingressou na Reuters como estagiário de commodities e energia na faculdade e está na empresa desde então. Esportes já cobertos, incluindo futebol e Fórmula 1, para rádios e sites brasileiros.