Agosto 16, 2022

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Inflação de Fertilizantes Portos do Brasil, Reestruturação de Ferrovias

(Bloomberg) – A forte dependência do Brasil das importações de fertilizantes está levando ao desenvolvimento maciço dos portos, ferrovias e centros de distribuição do país.

Centenas de milhões de dólares foram despejados na infraestrutura logística do Brasil, tudo para levar fertilizantes rapidamente a milhares de quilômetros dos portos às fazendas do interior que produzem a maior parte do mundo de soja, café e açúcar. À medida que a inflação de alimentos toma conta do mundo, a necessidade de fertilizantes do poder agrícola está em particular.

Mover esses produtos por um país tão grande quanto o Brasil não é tarefa fácil. Os agricultores de lá compram 85% de seus fertilizantes nos mercados mundiais e seu uso aumentou 30% desde 2017. Os cereais também são cultivados em áreas remotas, como o nordeste do Brasil.

O transporte é feito principalmente por caminhão, mas há tantas colheitas e produtos químicos para transportar tão longe que o sistema fica sobrecarregado.

Solução: Mudar as ferrovias do país. Empresas de logística como Rumo e VLI, Yara International ASA e Mosaic Co. Fez parcerias com grandes empresas de fertilizantes, muitas vezes para facilitar a exportação de fertilizantes quando os vagões de transporte de grãos retornam aos portos.

“Onde os grãos saem, chegam os fertilizantes e estamos trabalhando para simplificar o processo logístico”, disse Maicon Cosa, vice-presidente comercial da Yara Brasil Fertilizantes. “As distâncias são enormes e, se você estiver em uma situação ruim, estará fora do jogo.”

Normalmente, o composto é descarregado nos portos de forma intransitável por meio de um guindaste que retira o produto do navio e o deposita em um caminhão, que o leva a um silo para o navio final. Sistemas mais novos e mais rápidos usam guindastes móveis e esteiras transportadoras para mover materiais diretamente para silos ou trens.

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Outros investimentos incluem o novo terminal de 200 milhões de reais (US$ 37 milhões) da VLI no estado do Tocantins, que transportará fertilizantes do porto de Itaqui, a 600 milhas de distância. O terminal do Diploma no porto de Santos está sendo modernizado a um custo de 100 milhões de reais (US$ 21 milhões) e transportará produtos químicos para a maior região cafeeira do Brasil, Minas Gerais, a 400 milhas de distância.

Há também três projetos no Arco Norte, uma nova fronteira agrícola no Nordeste do Brasil, para converter os embarques de grãos de saída em fertilizantes na viagem de volta. Em Santos, as negociações entre Cofco, Rumo e Hydrovias do Brasil resultarão em logística compartilhada em seus terminais.

O Porto de Santos, maior empresa do Brasil, planeja reformar sua linha férrea interna para acelerar as exportações de fertilizantes e obteve aprovação na semana passada para colocar o terminal conectado em leilão. A capacidade total do porto aumentará 49% ao ano para 240 milhões de toneladas até 2040. As exportações ferroviárias devem aumentar em 77% para 86 milhões de toneladas por ano.

“Este novo terminal ajudará a reduzir o custo de fertilizantes para a maioria das regiões produtoras do país”, disse Bruno Stubello, diretor de desenvolvimento de negócios e regulação da Autoridade Portuária de Santos.

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