Maio 24, 2022

FVO Site

Encontre as últimas notícias do mundo de todos os cantos do globo no site FVO, sua fonte online para cobertura de notícias internacionais.

Homem detido em Braga alegadamente fraudou jovens futebolistas de Angola e do Brasil

O homem detido em Braga por alegadamente ajudar a imigração ilegal é suspeito de recrutar e fraudar jovens futebolistas promissores, principalmente de Angola e do Brasil, disse à Lusa fonte do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Segundo a fonte, os jovens viriam para Portugal com a promessa de que iriam jogar em determinados clubes, mas no fundo só tiveram a oportunidade de “se exibir” nos treinos.

Os que quisessem ficariam, os outros seriam “abandonados à sua sorte”.

O suspeito também teria recebido pagamentos de alguns jogadores em troca de falsas promessas de contratos.

Com 47 anos e natural de Angola, o suspeito foi detido a 27 de Janeiro e está indiciado pelos crimes de auxílio à imigração ilegal, fraude qualificada e falsificação de documentos.

Segundo fonte do SEF, o suspeito usaria documentos “falsificados”, em nome de alguns clubes, principalmente dos distritos de Braga e Porto, para facilitar a entrada de jovens em Portugal.

Em causa estão essencialmente os jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 21 anos, mas haverá também alguns mais jovens.

A investigação decorre desde 2020, tendo na quinta-feira, 27 de janeiro, cumprido dois mandados de busca, um ao domicílio e outro numa empresa.

“Foi apreendida documentação que poderia corroborar as provas já existentes no processo”, refere um comunicado do SEF.

O suspeito foi apresentado ao Tribunal de Investigação Criminal de Guimarães, que aplicou as medidas de coação de apresentações periódicas semanais em esquadra, proibição de saída do território nacional com entrega de passaporte ao tribunal e proibição de contactos com outros suspeitos.

O tribunal também fixou a entrega de 5.000 euros como fiança.

A operação foi levada a cabo por onze inspectores do SEF.

READ  Brasil: 600 mil mortes Govt, menos casos | Canberra Times

Segundo fonte do SEF, a investigação vai continuar.