Julho 2, 2022

FVO Site

Encontre as últimas notícias do mundo de todos os cantos do globo no site FVO, sua fonte online para cobertura de notícias internacionais.

Govit-19: No Brasil, pessoas não vacinadas podem denunciar discriminação ao principal canal de protesto do governo

RIO DE JANEIRO, Brasil – Pela primeira vez no mundo, pessoas no Brasil que acreditam ou são discriminadas contra a vacina Covit 19 podem registrar casos no Disc 100, principal canal de condenação. Governo central.

A decisão foi tomada pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, presidido pela ministra Tamares Alves.

O governo de Bolsanaro, rotulado como uma “ameaça à democracia” e à ditadura em todo o mundo, vem fazendo o que se esperaria de países como Suíça, Canadá ou Noruega. Não permite a discriminação contra as minorias, mas luta contra ela.

O jornal Folha de S. Paulo produziu nota técnica no dia 19 de maio do Ministério dos Direitos Humanos. No dia 21, o ministro Tamares confirmou o documento e o encaminhou aos ministérios do Trabalho, Previdência Social e Economia.

Quem não está vacinado deve gozar de proteção no Brasil, não de perseguição.
Quem não está vacinado deve gozar de proteção no Brasil, não de perseguição. (Reprodução de fotos na web)

O panfleto encomendado por Tamares conclui que “a vacinação obrigatória como condição de acesso aos direitos humanos e fundamentais pode violar normas constitucionais e diretrizes internacionais”.

Segundo os técnicos do órgão, as vacinações obrigatórias violam os princípios biológicos e a dignidade humana e “levam à discriminação e à exclusão social, inclusive no ambiente familiar”.

“O Ministério considera que a obrigatoriedade da emissão do passaporte vacinal implica em violação de direitos humanos e fundamentais”, diz trecho de documento obtido pela Folha de S. Paulo.

O Ministério prometeu encaminhar as denúncias recebidas pelo Disque 100 às empresas envolvidas.

O documento foi assinado por Eduardo Miranda Freer, subsecretário de Defesa para Segurança Global; Fernando Ramos Monteiro, Subsecretário dos Direitos da Criança e do Adolescente; Marcelo Gudo Dias, Subsecretário da Família; E Jailton Almeida do Nascimento, Diretor de Desenvolvimento e Educação em Direitos Humanos.

De acordo com o próprio relato, o Disque 100 pode ser considerado um “primeiro socorro” para os direitos humanos, levando em conta o contexto de violações de direitos humanos que ocorrem ou ainda ocorrem, incluindo sistemas competentes e auxiliando na detecção de violações.

READ  Solução de corte e queima perto de um parque doméstico durante as queimadas da temporada de incêndios no Brasil

Crianças e jovens, idosos, pessoas com deficiência, pessoas LGBT, vítimas de discriminação racial ou étnica, tribais e outros estão incluídos nos grupos disponibilizados por este serviço.