Maio 21, 2024

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Com o novo dono, Ocyan mira crescimento no Brasil e no exterior

Com o novo dono, Ocyan mira crescimento no Brasil e no exterior

A aquisição pela EIG da fornecedora brasileira de petróleo e gás Ocyan permitirá que esta diversifique seu portfólio e opere em outros países, disse seu CEO, Roberto Ramos, ao BNamericas.

Anunciado em 28 de dezembro, o acordo prevê que o grupo de investimento pague US$ 390 milhões à Novonor (ex-Odebrecht) e ao BNDES, US$ 283 milhões por uma participação de 100% na Novonor e liquide títulos sem direito a voto em circulação. Relacionado à empresa.

A Ocyan tem um histórico de 23 anos no fornecimento de soluções de manutenção para a indústria offshore de petróleo e gás, incluindo a operação de projetos de descomissionamento e construção submarinos.

Única operadora brasileira no setor de FPSO, a Ocyan opera atualmente quatro áreas offshore em uma joint venture 50-50 com a Altera Infrastructure, enquanto mantém contratos de longo prazo com Libra Consortium, Karoon Energy e 3R Petroleum.

Com mais de 3.000 funcionários dedicados, a empresa estabeleceu recentemente uma divisão “Nova Energia” que se concentra na digitalização da indústria de petróleo e gás e em contratos de engenharia, aquisição e construção (EPC) para projetos de energia renovável.

“Fazemos agora parte de um grande grupo de investimento em projetos de infraestruturas energéticas em todo o mundo, o que nos dá uma nova perspetiva, incluindo o acesso ao financiamento”, disse Ramos.

“A visão da EIG é triplicar o valor da Oceania no curto prazo, pois há muitas oportunidades não só no Brasil, mas também na Guiana e no Suriname”, acrescentou.

Um dos mercados mais interessantes para a EIG são os FPSOs, nos quais o Brasil emergiu como líder global, com quase 20 novas unidades desse tipo programadas para entrar em operação nos próximos anos.

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“Os contratos do FPSO são de longo prazo, com duração superior a 20 anos, o que permite repor investimentos e gerar fluxo de caixa livre após quitação de dívidas”, explicou Ramos.

Com o “selo” da EIG, que tem US$ 23 bilhões em ativos sob gestão, a Ocyan espera garantir contratos para grandes FPSOs como os gigantes contratados para operar o campo de Búzios, que tem capacidade de produção de 225 mil b/d. Óleo.

Atualmente, a maior parte dos grandes FPSOs afretados no Brasil são operados pela holandesa SBM e pela japonesa Modec.

“O Brasil terá que competir cada vez mais com a Guiana e o Suriname e, eventualmente, com a Namíbia e Angola. São muitos projetos para poucos players do setor”, disse o CEO da Ocyan.

Ramos também está otimista com o potencial dos mercados de bioenergia e eólica offshore no Brasil, onde a empresa pretende operar.

O executivo acredita que o país tem uma grande vantagem comparativa na produção de etanol e biodiesel porque pode converter áreas degradadas para cultivar matérias-primas como cana-de-açúcar e soja sem afetar a produção de alimentos.

Embora a regulamentação da produção eólica offshore ainda não tenha entrado em vigor, a entrada da Petrobras na região é um sinal positivo.

“Quando a Petrobras se movimenta, gera mais interesse. Ainda há muito o que discutir, mas acho que os primeiros contratos surgirão nos próximos anos”, acrescentou Ramos.