Julho 2, 2022

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Brasil recebe importante exportação de fertilizantes na época do cultivo da soja

REUTERS

O Brasil importa quantidades recordes de fertilizantes para sua maior safra de soja, e seu fornecedor nº 1 elimina as preocupações com interrupções na cadeia de suprimentos de produtos da Rússia.

Havia a preocupação de que o país sul-americano não conseguisse fertilizante suficiente para a guerra na Ucrânia devido às sanções contra a Rússia e à crise marítima que eclodiu na região. O Brasil é o maior exportador mundial de muitas culturas, incluindo soja, e a escassez de fertilizantes pode levar a colheitas menores. Isso aumentará os preços dos alimentos em todo o mundo, que já estão subindo o tempo todo, levando mais pessoas à fome.

Segundo dados do governo e de empresas de monitoramento de importações, o total de importações brasileiras de fertilizantes de janeiro a abril foi maior do que em 2021.

“Já recebemos mais de 70% de nossas compras para a safra de soja, e as demais entregas estão previstas dentro do prazo normal de espera”, disse Leandro Piancini, supervisor de negócios da Kozan, a maior cooperativa agrícola de Moto Grosso. “No milho temos que comprar muito mais e ter uma pequena janela para operar.”

As participações são significativas. De acordo com Marcela Marini, analista sênior do Rabobank em São Paulo, os fertilizantes determinarão quantos hectares de soja os agricultores brasileiros vão plantar. Ele disse que se as exportações de fertilizantes continuarem em junho e julho, nos meses que antecedem as importações, os produtores poderão aumentar o plantio em 3,7%, para 42 milhões de hectares, mesmo com os preços dos nutrientes para as lavouras disparando. Segundo estimativas do Rabobank, as vendas de soja limitam a próxima safra a 56% das despesas operacionais, o que é superior à média de cinco anos e a terceira maior já anunciada.

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Inicialmente, o Rabobank estimou que o país sul-americano teria que atender a um terço de suas necessidades de potássio. Agora, no pior cenário, o Rabobank vê um déficit de 20%, disse Bruno Fonseka, analista de insumos agrícolas do Rabobank.

Segundo a empresa Green Markets, da Bloomberg, o potássio está quase três vezes mais caro que no ano passado. Os produtos químicos são caros por várias razões, incluindo a fixação de preços para o gás natural, o principal ingrediente do fertilizante de nitrogênio, e restrições a um grande produtor de potássio da Bielorrússia, bem como regulamentos do Governo-19 que interromperam todas as cadeias de suprimentos globais. A invasão da Ucrânia pela Rússia, o maior exportador de todos os principais fertilizantes, colocou o mercado em mais turbulência.

Diferentes culturas precisam de diferentes nutrientes. O Brasil vai plantar soja em setembro, o que exigirá fosfato e potássio, principalmente da Rússia e da Bielorrússia. Essa importação está em alta. Outra é que o nitrogênio, amplamente utilizado no milho, ainda é baixo. No entanto, essa safra não será plantada até março de 2023, e as importações de nitrogênio serão sazonalmente pequenas nesta época do ano, e isso deve aumentar, diz Marina Cavalconde, analista do Green Markets da Bloomberg.

“As condições geopolíticas dificultam muito a vinda de mercadorias da Rússia e da Bielorrússia, e os preços variam, mas a Nutrien pode atender a todos os clientes no Brasil”, disse André Dias, CEO da Nutrient Limited, uma empresa de fertilizantes. Na América Latina.

As empresas de alinhamento têm a tarefa de monitorar quais mercadorias estão sendo enviadas e para onde estão indo, além de ver mais importações de fertilizantes da Rússia para o Brasil em comparação com o ano passado.

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É claro que não há “garantia” para nenhum produto este ano, considerando a forte demanda de importação, disse Cavalcante. O Brasil importa mais de 85% do fertilizante que consome.

As dores de cabeça logísticas nos portos ainda podem ser um problema. Arthur da Anunciano Neto, diretor de negócios da empresa de linhagem agrária Albuquerque, disse que o tempo de espera dos navios parados nos portos brasileiros foi duas vezes maior do que em 2021. Bloomberg