Maio 24, 2022

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Brasil: declarada epidemia de dengue no estado do Paraná



News Desk bactiman63

De agosto de 2021 até hoje, o Paraná registrou mais de 80 mil notificações de dengue e cinco óbitos pela doença. Com o aumento dos casos, o Secretário de Estado da Saúde declarou situação de epidemia da doença a partir desta terça-feira.

Aedes aegypti/CDC

“Entramos em uma epidemia de dengue. Em cada boletim semanal os números apontavam para esse resultado. Apesar do nosso monitoramento constante pela Vigilância Ambiental, os números aumentaram e agora precisamos reverter a situação. Tivemos mortes e não queremos que os casos aumentem. Já tivemos um trabalho efetivo de combate à doença num passado recente, com o apoio da sociedade, e voltamos a convocar a população para este confronto”, alertou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Os números do boletim semanal de dengue, divulgado hoje, revelam que os casos prováveis ​​e confirmados estão acima das expectativas para o período epidemiológico, daí a configuração de um cenário epidêmico.

Há 80.004 casos notificados, 14.964 a mais do que na semana anterior. Os dados são do 34º Boletim Epidemiológico, do novo período sazonal da doença, que teve início em 1º de agosto e deve seguir até julho de 2022. O boletim informa ainda que 365 municípios já notificaram casos, dos quais 287 tiveram casos confirmados. Em uma semana, houve um aumento de 39,86% nos casos confirmados, de 16.560 para 23.161. Não houve mortes esta semana.

As macrorregiões Oeste e Norte concentram o maior número de casos confirmados. Francisco Beltrão, Medianeira, Arapongas, Cascavel, Salto do Lontra, Ampére, Catanduvas, Iracema do Oeste e Realeza foram os municípios com maior número de casos confirmados nas últimas seis semanas.

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É a manifestação coletiva de uma doença que se espalha rapidamente, por contágio direto ou indireto, até atingir um grande número de pessoas em determinado território e que depois desaparece após um período. O Diagrama de Controle é um dos métodos utilizados para verificar a ocorrência de uma epidemia. Consiste na representação gráfica, considerando uma série histórica de 12 anos, sugerindo limites máximos e mínimos de casos absolutos esperados.

Entre 2019 e 2020, o Paraná enfrentou uma das piores epidemias de dengue de sua história, desde que começou a ser monitorado em 1991. Nesse período, foram registrados 227.724 casos confirmados da doença, com 177 óbitos. Até então, o pior período havia sido entre 2015 e 2016, com pouco mais de 56 mil casos e 61 mortes.

“Nossas equipes já estão em campo nas regiões onde prevalece o maior número de casos, orientando a população. Estamos promovendo tutoriais para os médicos para esse enfrentamento para que haja um diagnóstico assertivo”, acrescentou o secretário.

“Precisamos reviver os métodos de combate à dengue. Aquele vaso de água, de entulho, na cisterna de coleta de água, lixo deve ser evitado, porque o criadouro do mosquito pode estar lá”, concluiu.

O mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, também é causador de outras doenças chamadas arboviroses, como zika e chikungunya. De acordo com o boletim semanal, foram 210 notificações de chikungunya, com 12 casos confirmados.