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As empresas de carne do Brasil podem substituir fornecedores ucranianos e russos à medida que a guerra continua

SÃO PAULO, 7 Mar (Reuters) – A disparada dos preços dos grãos após o ataque da Rússia à Ucrânia está prejudicando os frigoríficos brasileiros, mas as interrupções comerciais enfrentadas pelos produtores de carne ucranianos e russos podem ser uma oportunidade para aumentar a participação do Brasil no comércio global, disseram fontes do setor.

A Rússia e a Ucrânia juntas respondem por cerca de 29% das exportações globais de trigo e 19% das exportações de milho, ambas as quais podem ser usadas como ração para o gado.

Dependendo de como a situação se desenrolar, o conflito também pode levar o Brasil a acessar mercados atendidos por concorrentes. Segundo as fontes, um potencial desenvolvimento é a Europa acabar com a proibição de vários frigoríficos brasileiros imposta em 2018 após um escândalo no setor de alimentos.

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“A indústria está preparada para cobrir lacunas e apoiar a segurança alimentar de nações que podem estar com falta de oferta pela provável suspensão ou diminuição das exportações de carne de frango e suína da Rússia e da Ucrânia”, disse Ricardo Santin, presidente do lobby da carne ABPA.

A ABPA, que representa empresas como JBS (JBSS3.SA) e BRF (BRFS3.SA) no Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, disse que Rússia e Ucrânia competem com brasileiros em importantes mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa.

Se os exportadores ucranianos pararem de enviar carnes em meio às dificuldades causadas pela guerra, Santin disse que a Europa enfrentará um “grande desafio”.

Segundo a ABPA, existem cerca de 20 plantas brasileiras atualmente suspensas pelos europeus.

As exportações de aves da Ucrânia totalizam cerca de 430.000 toneladas por ano, representando cerca de 10% do que o Brasil comercializou em 2021, disse Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria.

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“Se a Europa realmente precisa da carne brasileira, é claro que esses matadouros suspensos… serão revistos rapidamente”, disse Torres.

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Reportagem de Nayara Figueiredo Redação de Ana Mano Edição de Marguerita Choy

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