Maio 24, 2024

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Apesar da lesão de Marta, Brasil sonha alto no Mundial Feminino

SÃO PAULO – Marta já conquistou seis vezes o prêmio de melhor jogadora do mundo, mas nunca conquistou o Mundial Feminino cinco vezes com o Brasil.

Isso é algo que ela e a equipe querem mudar.

Marta está se recuperando de uma lesão no joelho, mas o atacante de 37 anos deve participar da disputa pelo título do Brasil no torneio co-organizado por Austrália e Nova Zelândia.

O Brasil está jogando com um técnico europeu pela primeira vez, com a sueca Pia Sundage, de 63 anos, assumindo o cargo.

Suntage, que levou os Estados Unidos a duas medalhas de ouro olímpicas, convocou Marta para amistosos contra Inglaterra e Alemanha em abril, mas o atacante estava na Flórida se recuperando de uma lesão no tendão da perna esquerda.

Mais tarde, ele se declarou 100% pronto para jogar, embora as dúvidas sobre sua forma física persistissem.

Marta passou por uma cirurgia para reparar um rompimento do ligamento cruzado anterior após machucar o joelho esquerdo durante um jogo do clube nos Estados Unidos no ano passado. Ele ficou afastado da seleção por 11 meses e voltou a jogar pelo Brasil em um amistoso contra o Japão em fevereiro.

Independente do preparo físico de Marta, Sundage acredita que o Brasil está entre as 10 seleções que podem conquistar o título.

O técnico também insiste que seu time melhorou desde a derrota nos pênaltis nas quartas de final para o eventual campeão Canadá nas Olimpíadas de Tóquio, o que lançou dúvidas sobre a reconstrução da equipe que começou em 2019.

O Brasil, uma das três seleções sul-americanas no torneio, deve avançar para a fase eliminatória do Grupo F. No grupo estão a França, que eliminou os brasileiros nas oitavas de final há quatro anos, Jamaica e Panamá.

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Apenas oito jogadoras da última campanha do Brasil na Copa do Mundo Feminina devem viajar para a Austrália para os jogos da fase de grupos – a goleira Letizia; Guardiões Cathelen, Raphael e Damirez; e as atacantes Pia Generato, Debinha, Cais e Marta.

O Brasil se saiu bem em dois amistosos recentes, apesar da ausência de Marta, empatando em 1 a 1 com a campeã europeia Inglaterra antes de derrotar a finalista nos pênaltis no Estádio de Wembley em 6 de abril. Alguns dias depois, o Brasil derrotou a Alemanha, segunda colocada, por 2 a 1 em Nuremberg.

Suntage disse que a vitória contra a Alemanha foi uma das melhores atuações do Brasil.

“Fizemos o que fizemos, jogando contra um dos melhores times da Europa”, disse Suntage após a partida, acrescentando que isso dá muita confiança ao time “inclusive a minha” para a Copa do Mundo.

Espera-se que Andressa Alves, de 30 anos, se junte a Marta no ataque do Brasil. Ele marcou 14 gols em 35 partidas pela Roma durante a temporada, embora deva permanecer no banco pelo Brasil até que Ludmila, atacante do Atlético de Madrid, sofra uma lesão no ligamento cruzado anterior.

Uma das novas forças do Brasil é a jovem e dinâmica dupla de meio-campo Ari Borges e Caroline, que dará esperança aos torcedores, apesar da inelegibilidade de Marta.

“Estamos crescendo muito bem”, disse Borges após a vitória do Brasil na Alemanha. “(Por um tempo) jogamos bem, mas não conseguíamos vencer as partidas. Agora é diferente. Estamos saindo daqui com uma mentalidade muito positiva e sairemos fortes desta Copa do Mundo. Derrotar um time como a Alemanha faz com que as pessoas nos olhem com mais respeito.

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Em um podcast em meados de junho, Carolyn disse que as mulheres do Brasil olham para a seleção masculina campeã do mundo da Argentina como um modelo para o que querem oferecer a Marta.

“O que eles fizeram por Lionel Messi, queremos fazer por Marta”, disse Caroline. “Ela merece ser quem ela é.”

O Brasil joga seu último amistoso em casa contra o Chile no domingo, em Brasília. A seleção brasileira irá para a Austrália com o objetivo de superar seu melhor resultado em oito participações em Copas do Mundo, um vice-campeonato para a Alemanha em 2007.

Com a nação sul-americana entre as candidaturas para sediar a próxima edição da Copa do Mundo Feminina, a atuação do Brasil no torneio também terá um cenário político.

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